O que é a desobediência civil defendida pelo PT após a condenação de Lula

Conceito de desobediência civil foi usado inicialmente nos Estados Unidos, em resistência à escravidão.

Agora só temos um caminho: a rebelião cidadã e a desobediência civil." Foi com essa frase que o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), chamou a militância a reagir à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância.

A declaração foi dada na reunião da Executiva Nacional do PT, em São Paulo, um dia após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) condenar Lula a 12 anos e um mês no caso do triplex do Guarujá. A decisão abre caminho para tirar o petista da corrida presidencial.

Citado pelo parlamentar, o termo "desobediência civil" foi consolidado em 1849, em um ensaio do filósofo americano Henry David Thoreau. O conceito influenciou os líderes Mahatma Gandhi, na independência da Índia, e Martin Luther King, na luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos.

No Brasil, o conceito foi aplicado pelos blackblocs nas manifestações de 2013, por exemplo, cita o JulioTrevisam Braga, doutorando em História Social pela PUC-SP. O grupo ficou conhecido por práticas como a destruição de prédios.

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Protesto no Rio de Janeiro em outubro de 2013.Mais Desobediência civil: legitimidade de transformação política do Estado, junto com Carlos Eduardo Volante, explica que a desobediência civil pode ser pacífica ou violenta e que não se caracteriza pelo protesto em si, mas por uma contestação à ordem vigente."O pesquisador, autor do artigo Desobediência civil: legitimidade de transformação política do Estado, junto com Carlos Eduardo Volante, explica que a desobediência civil pode ser pacífica ou violenta e que não se caracteriza pelo protesto em si, mas por uma contestação à ordem vigente.

Quando se fala de desobediência civil, você está indo contra o equilibrio da lógica. Não é simplesmente fazer um protesto na rua agendado com a prefeitura, tudo certinho. É justamente ir contra posições oficiais do Estado ou das forças de ordem.

No caso de Lula, o argumento para legitimar o movimento de resistência é de que o julgamento supostamente injusto de que um candidato à Presidência com forte potencial é uma forma de deslegitimar a vontade popular pelo voto, o que colocaria em cheque a legitimidade do sistema e levaria a uma crise de credibilidade.

 

 

domingo, 1 Julho, 2018